Publicações


A Revista Brasileira de Saúde Ocupacional (RBSO), edição 119ª do volume 34, já está disponível no portal da Fundacentro. No momento, a revista está publicada somente em meio eletrônico e encontra-se em processo de impressão.

Efetividade na implementação de políticas no campo da SST e novas formas de ação

Acidentes perfurocortantes: prevalência e medidas profiláticas em alunos de odontologia

Regulação em Rede do Ambiente de Trabalho

A influência da temperatura na eficiência de filtros com carga eletrostática usados na proteção respiratória

O agronegócio do camarão: processo de trabalho e riscos à saúde dos trabalhadores no município de Aracati/Ceará

Associação entre Espondiloartrose lombar e trabalho pesado

Estratégia de avaliação do risco de lesões músculo-esqueléticas de membros superiores ligadas ao trabalho aplicada na indústria de abate e desmancha de carne em Portugal

Ações coordenadas em saúde do trabalhador: uma proposta de atuação supra-institucional

Considerações sobre o transtorno depressivo no trabalho

Alterações auditivas em trabalhadores de indústrias madeireiras do interior de Rondônia

Qualidade de sono, atividade física durante o tempo de lazer e esforço físico no trabalho entre trabalhadores noturnos de uma indústria cerâmica

O leitor poderá visualizar a edição eletrônica clicando aqui

Informações a respeito da revista podem ser obtidas pelo telefone: (11) 3066.6099, pelo fax: (11) 3066.6060, ou por email: rbso@fundacentro.gov.br

FONTE: Assessoria de Comunicação Social da FUNDACENTRO

O MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO - Procuradoria Regional do Trabalho da 2ª Região - São Paulo, situada na Rua Jaguaribe, 194, Santa Cecília, São Paulo - SP, CEP 01224-000, neste ato representado por sua Procuradora-Chefe infra-assinada, no exercício das atribuições que lhe confere o art. 84, c/c art. 6º da Lei Complementar nº 75/93, no sentido de expedir notificações recomendatórias para a tutela dos interesses, direitos e bens cuja defesa lhe cabe promover, VEM, EM PRIMEIRA MANIFESTAÇÃO OFICIAL,

CONSIDERANDO que ao Ministério Público cabe a defesa dos interesses sociais e individuais indisponíveis;
CONSIDERANDO que ao Ministério Público do Trabalho cabe zelar pelos interesses sociais e coletivos constitucionalmente garantidos;
CONSIDERANDO o caráter especial que dirige a manifestação de vontade nos contratos de trabalho;
CONSIDERANDO que, para manter o equilíbrio entre as partes contratantes, o Direito que protege as relações de trabalho sofre, necessariamente, a intervenção do Estado, através do regramento legal;
CONSIDERANDO que tal regramento estabelece regras mínimas, tanto para o setor profissional, quanto para o patronal, vedando alterações impostas unilateralmente;
CONSIDERANDO serem irrenunciáveis os direitos trabalhistas legislados e, diante dos quais, qualquer alteração in pejus ao trabalhador implica nulidade,
CONSIDERANDO que a Constituição Federal prevê os valores da solução pacífica das controvérsias, da dignidade da pessoa humana, do valor social do trabalho, da função social da empresa e, em seu artigo 7º, inciso VI, assegura como direito dos trabalhadores a irredutibilidade de salário, salvo o disposto em convenção ou acordo coletivo;
CONSIDERANDO que a chamada flexibilização das condições de trabalho (em especial jornada e salário) tem amparo constitucional;
CONSIDERANDO que essas alterações das condições contratuais devem, necessariamente, ser fruto de negociação coletiva envolvendo sindicatos profissionais e setor patronal;
CONSIDERANDO que os sindicatos devem extrair a manifestação de vontades da maioria de seus representados, através de assembléias legitimamente convocadas e devidamente divulgadas;
CONSIDERANDO que as alterações contratuais devem ser precedidas de ampla demonstração da situação financeira das empresas interessadas;
CONSIDERANDO que essas alterações devem ter limite temporal expresso;

RECOMENDAR

A todas as entidades sindicais que, nas negociações coletivas que envolvam redução da jornada de trabalho, com redução de salários, observem os direitos trabalhistas mínimos e o que segue:

1. As entidades sindicais podem ajustar medidas emergenciais, de comum acordo com as empresas, que visem à preservação dos empregos, sempre fundadas em critérios objetivos e visando o menor impacto social.

2. Neste ajuste, deve a Lei nº 4.923/1965 ser integralmente cumprida, com atenção especial aos seguintes aspectos:
a) os acordos ou convenções coletivas que prevejam a redução de jornada e consequente redução salarial devem ser, necessariamente, frutos de negociação coletiva, com a participação da categoria interessada, por meio de assembléia geral, em que seus termos sejam aprovados por maioria de votos dos empregados interessados, sindicalizados ou não.
b) a redução salarial deve ocorrer pelo prazo máximo de 3 (três) meses, prorrogável nas mesmas condições e se ainda indispensável, em face do estado financeiro emergencial da empresa;
c) as remunerações, pro labore e gratificações de gerentes e diretores devem ser reduzidas na mesma proporção aplicada aos empregados.
d) a celebração desses acordos e convenções coletivas devem submeter-se à prévia e inequívoca comprovação documental (insuficiência econômica, financeira e patrimonial, que inviabilize a manutenção de postos de trabalho) às entidades sindicais, por parte das empresas interessadas, dando conta de sua situação econômica emergencial.
e) Durante a vigência desses acordos coletivos e convenções coletivas, fica vedado o trabalho em sobre-jornada decorrente de incremento de produção.
f) Situações emergenciais que impliquem em acréscimos da jornada, assim como, as decorrentes de força maior serão objeto de negociação.
g) Os acordos coletivos e as convenções coletivas para esse fim firmadas deverão ser depositadas no Ministério do Trabalho e Emprego, em atenção ao cumprimento da Lei.

3. Os acordos e convenções coletivas para tal fim devem ser, preferencialmente antes de firmados, enviados ao Ministério Público do Trabalho para a devida análise.

O Ministério Público do Trabalho, desde já, coloca-se à disposição dos interessados para o necessário, em prol da manutenção de postos e do valor social do trabalho.

São Paulo, 3 de fevereiro de 2009.

OKSANA MARIA DZIURA BOLDO
Procuradora-Chefe

A Revista Brasileira de Saúde Ocupacional, nº 118, volume 33, encontra-se disponível para download no portal institucional da Fundacentro, em www.fundacentro.gov.br/rbso

Essa edição traz em seu editorial, homenagem do editor científico da RBSO, Eduardo Algranti, ao médico do trabalho, dr. Bernardo Bedrikow.

O volume 33 da revista traz também:

  • “A dimensão do cuidar no trabalho hospitalar: abordagem psicodinâmica do trabalho de enfermagem e dos serviços de manutenção”
  • “Análise de barreiras e o modelo de ressonância funcional de acidentes”
  • “Acidentes de trabalho fatais e desproteção social na indústria da construção civil do Rio de Janeiro”
  • Livro aborda as condições de trabalho dos cortadores nos novos modelos de gestão do agronegócio

    “A pujança econômica atual do setor sucroalcooleiro no Brasil oferece todas as condições para que o trabalho dos cortadores de cana mude para melhor. Enquanto isso não acontecer, todas as mazelas deste trabalho tão duro e penoso, como descritas neste livro, infelizmente continuarão atuais”, comentam os autores.

    A Fundacentro, por meio de suas publicações, procura difundir conhecimentos voltados para a área de Segurança e Saúde do Trabalhador (SST). A cada momento, pesquisadores das áreas técnicas da instituição realizam trabalho de campo, ou seja, pesquisam, estudam e escrevem sobre assuntos ligados à SST.

    Para compor o acervo da Fundacentro, foi lançado recentemente o livro sobre “Análise Coletiva do Trabalho dos Cortadores de Cana da Região de Araraquara – São Paulo”.

    O livro foi desenvolvido pelos pesquisadores Leda Leal Ferreira, Maria Cristina Gonzaga, Sandra Donatelli e Marco Antonio Bussacos. Trata-se de um projeto de colaboração entre os pesquisadores da Coordenadoria de Ergonomia da Fundacentro e o Sindicato dos Empregadores Rurais de Araraquara.

    Na sua segunda edição, com 47 páginas, a publicação buscou analisar e relatar as condições ocupacionais dos cortadores de cana da região de Araraquara, no interior de São Paulo, descrevendo os processos e relações de trabalho nos canaviais, caracterizados pela rígida hierarquia, pela competição e pelo esforço físico desses trabalhadores.

    Um dado importante que é abordado no livro é que no interior do estado de São Paulo são cortadas 150 milhões de toneladas de cana por safra, sendo a metade da produção do país, o triplo do Nordeste e mais de dez vezes a produção de laranjas do Estado.

    Através do método de pesquisa denominado Análise Coletiva do Trabalho (ACT), foi possível que o grupo conhecesse o trabalho dos cortadores de cana, a partir da descrição feita pelos próprios trabalhadores.

    Desde maio do ano passado, a biblioteca da Fundacentro, em parceria com a Coordenadoria de Ergonomia disponibiliza para consulta e pesquisa um banco bibliográfico sobre cana-de-açúcar que reúne, no momento, 303 obras divididas em formas de relatórios técnicos, teses, livros, folhetos, artigos de revistas nacionais e internacionais, trabalhos publicados em eventos e entrevistas.

    Acessando o site da Fundacentro e clicando no link biblioteca o usuário realizará a consulta das referências bibliográficas disponíveis sobre o assunto. O livro também está à venda por R$5,00 e download no link publicações.

    Para mais informações a respeito de como pesquisar na biblioteca, como comprar e fazer download (gratuito), falar com o setor de referência pelo telefone: (11) 3066.6315/6316 ou por email: biblioteca@fundacentro.gov.br

    Assessoria de Comunicação Social (ACS)
    Fundacentro/MTe

    Obtido no sítio da ANVISA:
    “Está disponível para consulta a primeira publicação da Série Tecnologia em Serviços de Saúde. Esta Série visa propiciar aos profissionais da área instrumentos práticos para o gerenciamento de riscos sanitários, contribuindo para o desenvolvimento de ações seguras e para o acesso de informações atualizadas.”
    Gerenciamento dos Resíduos de Serviços de Saúde (PDF)
    Orienta passo a passo a execução das diferentes etapas do Plano de Gerenciamento dos Resíduos de Serviços de Saúde (PGRSS).

    A Fundacentro oferece dezenas de publicações, para download gratuito.
    Veja em
    http://www.fundacentro.gov.br/CTN/pub_livros.asp?Pesq=S
    Você deve clicar no título do livro de seu interesse, para abrir uma nova página com detalhes e fazer o download.

    A ANVISA - Agência Nacional de Vigilância Sanitária, oferece diversas publicações gratuitas, que podem ser do interesse de Engenheiros de Segurança e Médicos do Trabalho

    Entre essas publicações destaco:
    Manuais de Arquitetura e Engenharia
    https://www.anvisa.gov.br/servicosaude/manuais/incendio.pdf
    “Condições de Segurança Contra Incêndio (em formato pdf)
    A partir da frase “incêndio se apaga no projeto”, esta publicação apresenta uma série de critérios que um projetista deve considerar quando estiver elaborando o projeto de arquitetura de um estabelecimento assistencial de saúde, de modo a minimizar os riscos de incêndios nessas edificações.”

    https://www.anvisa.gov.br/servicosaude/manuais/seguranca_hosp.pdf
    “Manual de Segurança no Ambiente Hospitalar (em formato pdf)
    Esta publicação contém informações sobre os principais riscos existentes nos serviços de saúde e, em particular, nos hospitais. Aqui é possível encontrar soluções práticas para o controle e preservação no ambiente, visando benefício de pacientes, profissionais da área e visitantes.”

    Outros Manuais de Engenharia e Arquitetura estão em
    http://www.anvisa.gov.br/servicosaude/manuais/arquitetura.asp

    A lista completa de publicações está em
    https://www.anvisa.gov.br/divulga/public/index.htm

    Informações de interesse geral estão em “ANVISA divulga”
    https://www.anvisa.gov.br/divulga/index.htm